segunda-feira, 7 de março de 2011

DAS UTOPIAS ( Mario Quintana

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

Poesias de Mário Quintana

BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

domingo, 6 de março de 2011

Via Láctea versus Andrômeda

A Via Láctea está em rota de colisão com Andrômeda (M31), uma galáxia duas vezes maior. Elas se aproximam uma da outra a cerca de 480.000 km/h. Mas ainda não sabemos com certeza se haverá uma colisão frontal ou apenas uma interação.

Uma colisão fundirá ambas numa imensa galáxia elíptica. De qualquer forma, isso levará não menos que três bilhões de anos para acontecer – tempo que pode coincidir com a morte do Sol.
Recentemente foram descobertas novas evidências de que Andrômeda não é tão grande por acaso. Seu tamanho teria sido conquistado às custas da massa de galáxias vizinhas, de menor porte, ao longo dos últimos bilhões de anos.

Estudando a borda da galáxia – o chamado halo galáctico – uma equipe internacional de astrônomos flagrou M31 na hora do almoço, literalmente. Eles observaram um gigantesco feixe de estrelas numa região árida da borda galáctica, cuja origem provavelmente se encontra nas galáxias anãs M32 ou NGC205. Isso indica que Andrômeda continua a assimilar companheiras menores até hoje.
Fome de viver
ANDRÔMEDA É VISÍVEL A OLHO NU, longe das luzes da cidade e numa noite sem luar, como uma pálida mancha de luz nas noites de primavera. Através do estudo de outras colisões de galáxias e usando simulações em computador, os astrônomos montaram um cenário, quadro a quadro, do que eventualmente poderá acontecer com a Via Láctea no caso de uma interação.

À medida que as duas galáxias se aproximarem uma da outra, Andrômeda irá crescer no firmamento terrestre, até aparecer como uma enorme espada de luz.
Ilustrações de James Gitlin (ST ScI) - Astrofiles
É improvável que a humanidade assista ao nascer desse dia, mas quando Andrômeda estiver perto o bastante da Via Láctea, as nuvens de gás de ambas vão interagir violentamente e centenas de brilhantes aglomerados de estrelas irão surgir no céu.

Será um formidável espetáculo pirotécnico por todo o firmamento. A quantidade de estrelas massivas irá crescer drasticamente. Estrelas gigantes azuis vão pipocar por todo o firmamento enquanto outras explodirão como supernovas.

Andrômeda levará talvez 100 milhões de anos para se contorcer em forma de U, quando finalmente adentrar em nossa galáxia e se chocar com o núcleo da Via Láctea.

Então a matéria de ambas será misturada numa única galáxia elíptica. Finalmente, quando as estrelas acharem seu lugar na nova casa, após um processo dinâmico chamado relaxação violenta, qualquer alusão do que foram a Via Láctea ou Andrômeda terá desaparecido.
E quando novas formas de vida apontarem no horizonte de galáxias vizinhas, talvez olhem na direção do núcleo de uma imensa galáxia elíptica, tentando, como nós um dia, compreender sua evolução.

Mas eles não encontrarão qualquer vestígio de que ali existiram duas majestosas galáxias espirais onde viveu uma civilização há muito esquecida. Assim mesmo tudo o que fizemos terá valido a pena, se ao contemplar o céu, pelo breve instante de nossa existência, tivermos aprendido a lição da humildade.


Nasa prova existência de vida fora da Terra

Um astrobiólogo da NASA afirmou ter encontrado provas da existência de vida fora da Terra, em fósseis de bactérias encontrados num fragmento de meteorito, de acordo com um estudo publicado na revista científica Journal of Cosmology. 
Richard Hoover, investigador da Agência Espacial Norte-Americana, interpreta esta sua descoberta como "um indício de que a vida está distribuída de uma forma mais ampla e que não se restringe em exclusivo à Terra". 
O cientista chegou a esta conclusão depois de mais de uma década dedicada a estudar um tipo de meteorito extremamente raro, encontrado em áreas remotas como Antártida, Sibéria e Alasca, suscetível de conter vestígios de água e microorganismos terrestres e extra-terrestres. 
Richard Hoover é considerado como um dos mais reputados investigadores da astrobiologia na Nasa e o seu estudo científico reabre a discussão sobre a existência de formas de vida no Universo. 
Por causa da "natural controvérsia desta descoberta", a direção da revista Journal of Cosmology convidou mais de cinco mil personalidades da comunidade científica a estudarem o artigo de Richard Hoover e a deixarem o seu comentário.

Teste

Esse é o primeiro post, então é só para teste.